Casa de Anne Frank - O anexo secreto em Amsterdam

August 24, 2018

 

    Muita gente, assim como eu, leu o famoso livro "Diário de Anne Frank", um dos livros mais traduzidos do mundo, quando era adolescente e sempre teve vontade de ver de perto como era tudo aquilo.  Para quem ainda não conhece a história, Anne Frank foi uma menina judia, de Frankfurt, que viveu em Amsterdam e foi vítima do Holocausto, junto com sua família. 

    O local que visitamos hoje como a casa de Anne não era verdadeiramente a sua casa.  O chamado "Anexo secreto" era a loja do pai de Anne onde a família Frank e mais quatro pessoas se esconderam dos nazistas durante seis anos, com a ajuda de três amigos que ali trabalhavam. 

    Eles passavam o dia em silêncio para que outros empregados da loja não percebessem que havia alguém ali.  Denunciados, em 4 de agosto de 1944 o anexo foi invadido e os moradores levados para campos de concentração.  Anne e sua irmã Margot morreram de tifo no início do ano seguinte.  Seu pai, Otto, foi o único sobrevivente entre os moradores.

    Quando foi libertado de Auschwitz, Otto retornou a Amsterdam e depois de saber que havia perdido a família, recebeu um diário escrito por Anne durante o período em que morou no anexo.  Nele ela contava sobre o cotidiano das famílias, suas esperanças e seu primeiro amor.

   Depois de alguns anos, parte do diário foi publicado.

 

 

O Anexo Secreto

 

    Há dois quartos pequenos com um banheiro no primeiro andar e acima uma grande sala com uma menor ao lado.  É a partir desta que você chega ao anexo através de uma escada pequena e íngreme.  A porta do esconderijo foi coberta por uma estante com livros para garantir que o lugar permanecesse desconhecido. 

 

 

A Sala diário

 

    Quase no final da visita você verá o famoso diário vermelho e alguns outros cadernos escritos por Anne, como o "Livro de Citações Favoritas", onde ela copiava trechos de livros que gostava e seu "Livro de Contos", com histórias que ela criava. 

 

 

 

 

 

 

O que ver de especial

 

    Para se tornar um museu, Otto quis que o anexo permanecesse sem móveis.  Desta forma você só verá os ambientes e uma foto de como ele seria quando habitado.  

    Mesmo assim você pode ver a parede em que Otto marcava a altura das filhas à medida que o tempo ia passando, o quarto de Anne, cheio de recortes de revista e postais que ela mais gostava, um pequeno mapa marcado com alfinetes onde a família acompanhava o avanço das tropas da Forças Aliadas e, principalmente, a estante articulada que foi colocada na parede para esconder o acesso ao anexo, que falei acima.

 

    O museu é formado pelo edifício principal e o anexo onde ficou a família, que além da exposição, abriga um café e uma livraria.  Toda a visita é audioguiada, inclusive em português.  Você mesmo retira o audioguide e escolhe a língua logo na entrada.  Durante o percurso, aproxime o audioguide do QR code de cada sala.

    Para uma visita simples você vai demorar cerca de uma hora para percorrer os cômodos.  Caso queira assistir a um vídeo no final do percurso, poderá se sentar nos bancos e assistir depoimentos sobre o holocausto, incluindo personalidades importantes do mundo e pessoas ligadas a Anne e sua família.  É muito emocionante ver o pai de Anne falando.  Se você for como eu, vai chorar uns litros.  Foi assim quando visitei, alguns anos antes, o campo de concentração de Dachau.

    A visita  vale muito a pena!  Difícil não se deixar levar pela aura do lugar.

 

 

Os ingressos

 

    O ideal é que você compre a entrada on line e com muita antecedência, muita mesmo.  A visita tem hora marcada e tolerância de 15 minutos no horário escolhido.  Acesse www.annefrank.org/.

    Caso queira arriscar, pode tentar comprar entradas para o dia, mas a fila é gigante e são vendidos apenas os ingressos que não foram vendidos no site.  Vá lá bem cedo e a visita será apenas no final do dia, pois até às 15 horas só é permitida a entrada com ingresso previamente comprado. 

    Essa é a fachada do anexo, com a entrada para a loja de Otto Frank.  Meu filho não visitou o museu.  Além do acesso ser difícil, por possuir corredores e escadas muito apertadas, acho que é muito pequeno para visitar lugares com histórias tão tristes.

 

 

      Caso queira visitar a casa onde ela morava antes de ir para o anexo, vá até a rua Rivierenbuurt, 37, 2º andar (metrô Waalstraat).  No entorno você verá placas nas paredes das casas com os nomes dos moradores mortos no holocausto e a livraria onde o pai de Anne comprou o diário e que se chama Boekhandel Jimmink.

 

A Casa de Anne Frank fica a poucos metros do Homomonument.  Clique aqui para saber tudo sobre o monumento.

 

Informações

Endereço: Prinsengracht 263-267

Trams 13, 14 and 17 e a parada mais próxima é a  Westermarkt.
Horário de visitação: de 1º de abril até 31 de outubro, todos os dias de 9h às 22h. De 1º de novembro até 31 de março, todos os dias de 9h às 19h e sábados até as 21h..

Entrada: adultos € 9,50, de 10 a 17 anos € 4,50 e de 0 a 9 anos grátis.  Online ticket: + € 0,50.

O I Amsterdam City Card não dá desconto para a casa.

Possui fraldário. 

Fotos não são permitidas.

 

 

Enjoy!

 

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