Churchill War Rooms - O gabinete de guerra em Londres

September 22, 2018

  

     Churchill War Rooms tem história de verdade para contar.  O que hoje é apenas um museu já foi o bunker subterrâneo de onde Winston Churchill, então primeiro ministro do Reino Unido, e outros líderes britânicos traçaram as estratégias para que os Aliados vencessem a Segunda Guerra Mundial.  As salas operaram secretamente entre 1939 e 1945.

    O museu é um labirinto de salas e corredores que abrigaram Winston Churchill e seu gabinete de guerra durante os bombardeios alemães a Londres.  O bunker fica sob as ruas de Westminster.

 

 

 

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   O aristocrata Churchill era uma figura excêntrica, digamos assim.  Orador, estadista, oficial do Exército Britânico, historiador, escritor e artista.  Com uma inteligência incrível, personalidade forte e hábitos bem peculiares, era difícil lidar com ele.  

   Churchill odiava qualquer coisa que tirasse sua concentração, isso incluía assobios e cliques de uma máquina de escrever.  As secretárias das Salas de Guerra do Gabinete usavam máquinas de escrever especiais, as Remington Noiseless, para incomodá-lo o menos possível.  Você verá algumas delas na visita.

 

 

    O Churchill War Rooms é dividido entre o Cabinet War Rooms e o Churchill Museum.

   O acervo é riquíssimo.  Impressiona.  Você vai ver até cubos de açúcar usados secretamente, já que era item de luxo durante a guerra.

 

 

  As salas estão muito conservadas, algumas exatamente como foram deixadas quando a guerra acabou e todos saíram bunker.


 

 

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   Muitas informações vinham por telefones localizados na mesa central.  Cada cor de telefone significava um tipo diferente de informação e informante.  Os telefones brancos eram conectados com as salas de guerra das três forças armadas, os verdes eram conectados com os serviços de inteligência e os pretos com ligações externas.

 

 

    No Gabinete, Churchill e seus principais ministros e conselheiros se reuniam com os Chefes de Estado Maior para tomar decisões importantes sobre a guerra.  As mesas foram colocadas de maneira que os chefes do Exército, da Marinha e da Força Aérea se sentassem frente a frente, o que criava tensão e confronto.  Churchill sentava na cadeira redonda do centro.

 

 

 

Sala do Mapa

 

 

    Essa é uma das salas que todos querem ver.  A sala permanece intacta, da maneira que estava quando o Japão se rendeu e as luzes foram apagadas pela primeira vez, desde o início dos trabalhos no bunker.  Ela funcionava 24/7.  É possível ver os furos deixados pelos alfinetes marcando o avanço ou recuo das tropas.  Cada alfinete apontava um navio, uma posição e cada furo, por onde eles haviam passado.  Cada alfinete que saía significava um navio afundado e uma baixa de 300 homens.  O clima da sala era o mais tenso.  Discursos de Churchill podem ser ouvidos. 

     Hoje o mapa está em um anexo só para ele.

 

 

 

Sala Telefônica Transatlântica

 

 

   Churchill mantinha contado direto com o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt.

   Uma sala, disfarçada de banheiro particular, era o local onde eles se comunicavam em segredo e um exemplo da tecnologia de ponta da época.  Havia um sistema de codificação instalado nesta sala que captava as palavras de Churchill, criptografava e enviava a mensagem criptografada para uma unidade maior, que ficava escondida em um bunker, embaixo da Selfridges, na Oxford Circus.  Nos Estados Unidos, um sistema idêntico decodificava a mensagem e dava as informações claramente para ele.

 

 

     No auge da guerra, quem trabalhava no bunker praticamente vivia ali.  Você pode visitar os quartos e ver as peculiaridades e os gostos de cada morador.

 

 

 

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Museu Churchill

 

   O museu interativo possui muitos itens pessoais originais e artefatos da época.  Nele você pode conhecer desde à infância até a carreira militar e os dois períodos em que Churchill foi Primeiro Ministro.  Tem várias cartas, muitas fotos, roupas, o conhecido chapéu que ele usava, as famosas máquinas de escrever e até seus charutos e bebidas preferidos.  Você pode ouvir discursos e ler cartas que Churchill enviava à sua esposa, Clementine, ou que recebia do Rei George VI.

 

 

   Uma mesa interativa de 15 metros, a Churchill's Lifeline, mostra os principais eventos mundiais e as atividades de Churchill, através de milhares de documentos, imagens, animações e filmes.

 

 

 

 

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    Eu tenho um problema com imagens de guerra.  Normalmente eu não vejo.  Nenhuma.  Nem das Grandes Guerras, nem das terríveis guerras recentes, mas dei de cara com uma, que estava logo na entrada da exposição, que me impressionou por retratar a personalidade de Churchill, da forma como eu o enxergo.  Lembrei imediatamente dela quando comecei a escrever esse post.  Nela está Churchill, no front, de pé, com seus inseparáveis bengala e charuto, como se observasse os inimigos, enquanto soldados aliados olham para ele.  Ok, sou suspeita.  Acho esse cara genial, em todos os sentidos. 

   A imagem não está boa porque, na verdade, é um print de um mini vídeo que eu fiz ao entrar na exposição.

 

 

   Você pode visitar o museu em 90 minutos, mas, se é louco por história como eu, sugiro deixar metade de um dia para conhecer tudo.  

    Todo o percurso será feito com audioguide em português e o aparelho será devolvido no mesmo local.  Ali também tem uma cafeteria.  Caso precise, também tem elevador.  

 

Informações

Endereço: Clive Steps King Charles Street

Visitação: diariamente, de 9:30h às 18h.

Entrada: £18.90.  Não deixe de ler o post sobre o Travelcard e comprar 2 ingressos pelo preço de 1.

Metrô: St James's Park ou Westminster

 

 

Enjoy!

 

 

O que visitar em Londres | Dicas de Churchill War Rooms | Roteiro de Londres

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