Córdoba - a cidade de cristãos, judeus e muçulmanos.

September 5, 2018

 

 

 Córdoba é uma cidade linda demais!  Uma das minhas preferidas na Espanha!  A sensação que se tem é que nada mudou em dez séculos.  O centrinho da cidade, antigo bairro judaico, é delicioso para uma caminhada.  Quase tudo que é turístico está por ali.  Nas estreitas ruelas de pedra você encontrará artesãos fabricando peças de prata.  Já a parte moderna da cidade fica a alguns quarteirões dali.

  Durante o século X, Córdoba foi o maior centro econômico e cultural do mundo ocidental e um exemplo de coexistência entre diferentes culturas, judeus, cristãos e muçulmanos.

   Ela é muito fácil de se percorrer, mas dois dias são o tempo ideal para visitá-la com calma caso você se apaixone por ela como eu.  Dá vontade de parar e observar cada pedacinho construído e esculpido.

  Não deixe de comer um salmorejo cordobês, um creme com tomates, pão, alho, azeite, sal e água fria e não se atreva a dizer que é um gaspacho.  Ah! E sangria, claro!

 

 

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Mezquita Cathedral

 

 

  A grande mesquita tem 1200 anos de história e era a representação do poder do Islã na península.  Quando foi construída, Córdoba era a cidade mais próspera da Europa.  Para sua construção, a principal igreja do local foi destruída, a Igreja do Mártir São Vicente.  Suas ruínas ainda estão embaixo da mesquita.

  Com o passar do tempo e a medida que o poder vai mudando de mãos entre os califados e os novos reis, ela foi crescendo em construção, o que criou uma diversidade de formas arquitetônicas, misturando as culturas cristã e islâmica.  

  Os mais luxuosos acréscimos foram o mihrab, que é um espaço de oração, e a maqsura, que é um recinto exclusivo para o califa.  O mihrab possuía uma cópia dourada do Alcorão e é possível ver uma parte do chão bem desgastado, que é o local exato onde os peregrinos giravam 7 vezes em oração.

 Já no século XVI, uma catedral com domo em estilo italiano foi construída bem no centro da mesquita e, para isso, uma parte dela foi destruída.  Por conta disso, ainda hoje há uma grande discussão sobre a forma correta de chamá-la: mesquita, catedral, mesquita-catedral?

 O seu interior impressiona!  Ela possui mais de 850 colunas de granito, jaspe e mármore, que parecem ser infinitas.  Muitas dessas colunas vieram de construções romanas e visigodas.

  A Sillería de coro é o que mais me impressionou na mesquita.  De uma riqueza de detalhes incrível.

 

   

  Várias capelas existem lá dentro, mas algumas estavam fechadas quando estive lá, só era possível vê-las através das grades.  Também há muitas obras de arte, entre pinturas, afrescos, esculturas e túmulos.

   Prepare-se para zerar a bateria da sua máquina fotográfica.

  Já do lado de fora está o Pátio de los Naranjos, onde os fiéis se lavavam antes de orar.  Recebe este nome por conta das laranjeiras plantadas ali.  Dali você verá a Puerta del Perdón, um lindo portão onde os penitentes eram perdoados e a principal entrada da mesquita.  Bem ali, acima da Puerta, está a Torre del Alminar, um campanário de 93 metros de altura, onde você pode subir e ter uma vista da cidade.

 

 

 

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  A varanda do nosso quarto ficava colada no campanário.  Todo mundo com carinha de sono e apreciando a vista.

 

   

  Caminhe em torno da mesquita durante o dia e a noite!  O lugar é lindo e a iluminação usada é incrível.

 

 

Informações

Endereço: Calle Cardenal Herrero, 1

Visitação: de segunda a sábado, de 10h às 19h, domingo, de 8:30h às 11:30h e de 15h às 19h.

Entrada: € 10.  De segunda a sábado, de 8:30h às 9:30h a visitação é gratuita.  Para subir o campanário, € 2.


 

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Puente Romano

 

 

  A grande ponte que está no centro histórico, mesmo tendo sofrido várias reconstruções e alterações, começou a ser construída pelos romanos no início do século I a.C.  

  Possui 16 arcadas, uma a menos que a ponte original, mas apenas duas arcadas são originais, e 247 metros de extensão.  

 Ela passa sobre o rio Guadavalquir e em cada um de seus extremos estão a Puerta del Puente, também chamada de Arco do Triunfo e a  Torre de Calahorra.

 

 

Puerta del Puente

 

 

  Ela era uma das 15 portas de acesso à cidade durante a Idade Média.  Foi reformada para receber o rei Felipe II em sua visita à Córdoba.  

  A porta que vemos hoje, sem nada tocando suas laterais, não era assim.  No início do século XX, a porta foi isolada dos edifícios e construções que a fortificavam e o terreno foi baixado, recuperando sua altura original, abaixo do nível da rua.  
 

 

Torre de Calahorra

 

   No início esta fortaleza islâmica servia de entrada e proteção para a ponte, mas já foi o presídio da nobreza cordobesa, quartéis e até uma escola de meninas no século XIX.  Hoje é o Museu Vivo em Al-Andalus, com 8 salas que tratam da cultura de Andaluzia e mostra os aspectos positivos da colaboração entre cristãos, judeus e muçulmanos, três religiões entroncadas pelo mesmo patriarca e que viveram em harmonia na cidade.

 

Informações

Visitação: de outubro a abril, diariamente, de 10h às 18h. Videoprojeção às 11h, 12h, 13h, 15h e 16h.  De maio a setembro, diariamente, de 10h às 14h e de 16: 30h às 20: 30h.  Projeção de vídeo às 11h, 12h, 17:30h e 18: 30h.

Entrada: € 4,50. € 3,00 para a videoprojeção.

 

 

Juderia

 

 

  A Juderia era o antigo bairro onde os judeus moraram entre os séculos X e XV.  Dele fazem parte hoje as ruas Deanes, Manríquez, Tomás Conde, Judíos, Almanzor e Romero.

  O bairro é uma graça, com ruas estreitas, paredes brancas e alguns paços que você vai descobrindo ao caminhar por lá.  Não deixe de ir. 

  Ali também estão a Casa de Sefarad, um centro cultural dedicado aos judeus espanhóis de Córdoba e sua história, e a Capilla de San Bartolemé, uma pequena igreja gótica-mudéjar lindamente decorada com gesso trabalhado.

 

 

Sinagoga

 

 

  Esta sinagoga do século XIV, com as paredes cobertas por inscrições, teve diversas funções, como hospital e escola, após a expulsão dos judeus da Espanha, em 1492.

    Hoje você pode ver o pátio e os espaços onde eram o vestíbulo, o tabernáculo e a sala de orações.

 Ainda é possível ver fragmentos do Livro dos Provérbios e do Salmo 122 e versos muito completos do versículo 4 do Cântico dos Cânticos.

 

 

Callejón de las Flores

 

 

  O beco de muros brancos e cheios de gerânios acaba em uma mini praça.  Não há nada de muito especial, na minha opinião, mas o local é um dos mais fotografados.  Vá até a praça e olhe em direção ao início do beco.  Você verá o campanário da mesquita e entenderá porque ela é tão fotografada.

 

 

Alcázar de los Reyes Cristianos

 

 

  Em 1236, quando Córdoba  foi conquistada por Fernando III, o Santo, o edifício que fazia parte do antigo Palácio de Caliphal foi completamente destruído.  Alfonso X, o Sábio, inicia sua restauração, que só foi completada durante o reinado de Alfonso XI.  Ao longo da história recebeu múltiplos usos, como sede do Santo Ofício, quartel e prisão. 

  A fortificação serviu, principalmente, para ser uma das residências de Isabel de Castela e Fernando II de Aragão e este é o local  onde Cristóvão Colombo solicitou o apoio deles para a exploração de uma nova rota para as Índias.

 

 

  No centro do alcázar está o Pátio Mourisco, com laranjeiras, limoeiros e loureiros, é possível ver uma antiga construção romana e, apesar de tantas mudanças durante os séculos, ainda permanece de forma original.

  É possível subir a Torre de los Leones, que se vê logo na entrada, e a Torre de Homenaje, esta com características góticas e um teto ogival.  Na Torre da Inquisição estão expostos uma série de mosaicos e sarcófagos romanos.

  Há muito o que se ver no alcazar.  Você vai adorar, certamente.

 

 

Informações

Endereço: Calle Caballerizas Reales s/n

Visitação: de 16 de setembro a 15 de junho, de terça a sábado de 8:30h às 20:45h, feriados e domingo, de 8:30h às 14:30.  De 16 de junho a 15 de setembro, de terça a sábado de 8:30h às 15h, feriados e domingo, de 8:30h às 14:30h.

Entrada: € 4,50

 

 

Caballerizas Reales de Córdoba

 

 

  O estábulo real é um conjunto de estábulos que foi criado quando o rei Felipe II quando foi criada a raça espanhola Horse.  Foi construído entre as muralhas da cidade e do Alcázar de los Reyes Cristianos e chegou a abrigar mais de 2 mil cavalos.

 

Informações

Endereço: Calle Caballerizas Reales, 1

Visitação:  Domingos e segundas, de 10h às 13:30h. De terça à sexta, de 10h às 13:30h e de 16h às 20h.

Entrada: € 15.

 

 

Mercado Victoria

 

 

  Córdoba também tem um mercado gourmet para chamar de seu.  O mercado não oferece apenas comida cordobesa.  Lá você vai achar de tudo um pouco, comida mexicana, italiana, japonesa, argentina.   Difícil sair sem comer alguma coisa.

  Em alguns dias eles promovem eventos e você encontra bebidas e tapas a € 2.

  Foi construído para ser um clube privado chamado Círculo de la Amistad, com uma estrutura com telhado de zinco-ferro forjado. 

  É bem agradável e se você estiver com criança pode aproveitar o espaço kids.  Vale a visita!

 

 

Palácio Episcopal

 

 

  O prédio doado por Fernando III ao bispo de Córdoba foi a antiga fortaleza do califado. 

  Após sofrer um incêndio em 1745 ele foi recebendo anexos, inclusive a fachada renascentista e hoje abriga o Museu Diocesano de Belas Artes, que concentra a maior parte do patrimônio artístico da Igreja de Córdoba.

  Há visita guiada de, aproximadamente, 15 minutos, em inglês ou espanhol.

 

Informações

Endereço: Calle Torrijos, 1

Visitação: segunda, quarta e sexta, de 10h às 13:30h.

Entrada: € 1.

 

 

Para saber tudo sobre a Catedral de Sevilha e La Giralda, clique aqui.

 

 

Enjoy!

 

 

 

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