Grote Markt - a Grande Praça de Bruxelas

September 18, 2018

 

   Uau!  Provavelmente essa é a primeira palavra que você vai dizer ao chegar na Grote Markt.  Ela é linda!  Tão rica e tão importante que é Patrimônio Mundial da UNESCO.  Quer saber os detalhes?  Pegue seu waffle e vem comigo.

  Mesmo tão antiga, é na região em torno da Grande Praça que tudo acontece em Bruxelas.  Ela é o centro geográfico, histórico, cívico e comercial da capital.

  Os primeiros registros históricos da praça datam do século XI, onde inicialmente existia um mercado chamado Nedermerckt.

 

 

As Guildas

 

   A praça de paralelepípedos está cercada pelos prédios das antigas guildas.  As guildas eram associações que surgiram na Idade Média, a partir do século XII, para regulamentar o processo produtivo artesanal nas cidades e para os trabalhadores se defenderem e negociarem de forma mais eficiente.  Elas possuiam hierarquia, com mestres, oficiais e aprendizes, e controle da técnica de produção das mercadorias pelo produtor.

  No início do século XIII, alguns pequenos mercados foram construídos na Grand Place.  Estes edifícios pertenciam ao duque de Brabant e permitiam que as mercadorias fossem expostas mesmo quando o tempo não estava bom, essencial para a época de neve.  Em contrapartida, permitiam também o monitoramento do armazenamento e da venda das mercadorias, averiguando a coleta de impostos.  Outros edifícios, feitos de madeira ou pedra, passaram a cercar a Grote. 

    As fachadas originais não seguiam um estilo definido.  A medida que as guildas iam sendo criadas, um novo estilo aparecia.  Quando as tropas francesas bombardearam a praça, em 1695, só sobraram a Câmara Municipal e duas fachadas de guildas.  Foi só aí que os comerciantes reconstruíram as casas no estilo Renascença flamenga, que está lá até hoje.

   As guildas de toda a Bélgica foram suprimidas em 1795, durante a ocupação francesa. Os móveis e arquivos das corporações de Bruxelas foram vendidos em leilão público na Grand Place, em agosto de 1796.  A praça também já foi local de execução da Inquisição Espanhola.

  Mesmo depois de muito tempo as construções estão ali e, em conjunto, formam uma obra de arte. 

   É possível identificar cada uma delas através deste mapa:

 

 

1 - Roi d’Espagne - A Casa do Rei da Espanha abrigou a Guilda dos Padeiros.  Na fachada tem um busto de Carlos II da Espanha, soberano da Bélgica no século XVII.  Ali está um restaurante hoje;

6 - Cornet - A Guilda dos Barqueiros, com as janelas no terceiro andar ornamentadas em dourados com leme, remo, arpão, âncoras e cordas.  No alto do prédio há dois leões;

7 - Renard - A Guilda dos Armarinhos se destaca pela raposa na fachada;

9 - Cygne - A Guilda dos Açougueiros famoso “Maison du  Cygne”, onde Karl Marx, que morou em Bruxelas de 1845 a 1848, e Friedrich Engels teriam escrito o "Manifesto do Partido Comunista", entre alguns charutos e taças de vinho. Porém, Marx era pobre demais para frequentar esse lugar e ele, provavelmente, escreveu o livro nos fundos do bar.  Na entrada do casarão, há uma placa indicando a importância histórica do lugar. 

 

 

As casas de número 13 a 19 eram as Casas dos Duques de Brabant.

13 - La Renommée - A Casa da Fama é a menor das sete casas de Brabant, com um frontão triangular na fachada e uma estátua dourada;

14 - L’Ermitage - A Casa de Hermitage;

15 - La Fortune - A Casa da Fortuna, que abrigava a Guilda dos Curtidores;

16 - Le Moulin à vent - A Casa dos Moinhos de Vento, antiga Guilda dos Moleiros;

17 - Le Pot d’étain - A Casa de Estanho, onde ficava a Guilda dos Carpinteiros e Fabricantes de Rodas.

18 - La Colline - A Casa das Colinas, que abrigava a Guilda dos Escultores, Pedreiros, Cortadores de Pedra e Ardósia;

19 - La Bourse - Casa da Bolsa de Valores, toda em pedra e com fachada de três compartimentos e três níveis.

26 e 27 - LePigeon - A antiga guilda foi residência do francês Victor Hugo, durante o seu exílio na Bélgica, em 1852.

 

 

 

O Hôtel de Ville

 

 

   A Prefeitura é a jóia arquitetônica mais importante e mais antiga da praça, o único prédio que sobrou em estilo gótico brabantino. 

  No edifício de 1459, se destaca uma torre de 96 metros de altura, com uma estátua de São Miguel, patrono da cidade e o telhado perfurado com dezenas de clarabóias.  A fachada é decorada com estátuas representando nobres, santos e figuras alegóricas, mas são réplicas, as originais estão no Museu da Cidade, na Casa do Rei.  Sua decoração interior é belíssima. 

  A prefeitura já serviu como um hospital improvisado, durante a Primeira Guerra Mundial e em 1914, o exército alemão ocupou o prédio. 

 

Informações

Visitação: de segunda a sexta, de 8:30h às 17:30h. Visitas guiadas às terças e quartas, em holandês às 13:45h, em francês às 14:30h e em inglês às 15:15h.

 

 

Maison du Roi

 

 

   A Casa do Rei que se vê hoje é uma construção neogótica que está onde havia um prédio de 1536, destruído no bombardeio à Bruxelas, em 1695.  Ele era de madeira e ali se vendia pão, por isso ele também é chamado de Broodhuis.

   A Grand Place já era a sede do poder municipal.  Para enfrentar esse símbolo, entre 1504 e 1536, o duque de Brabant, futuro Charles V da Espanha, construiu um grande edifício em frente à prefeitura, como símbolo do poder ducal.

  Durante muitos anos foi o lugar de residência dos monarcas e hoje abriga o Museu da Cidade, Musée de la Ville, dedicado à história e folclore da cidade, onde estão expostos pinturas, esculturas, tapeçarias, gravuras, fotos e modelos, além das roupas do Manneken-Pis.

 

 

Para saber tudo sobre o Manneken-Pis, clique aqui.

 

 

Informações

Visitação: de terça a domingo, de 10h às 17h.  Tempo de visita: cerca de 1:15h.

Entrada: € 8

 

 

   A praça tem alguns restaurantes.  Se quiser só comer um sanduíche tem um Hard Rock Café, mas eu, que era fanática por HRC antigamente (quem nunca?), posso te garantir que o atendimento está no Top 5 Piores da rede.  Estava chovendo e foi a nossa escolha, visto que os restaurantes têm mesas ao relento.  Valeu pela panorâmica da praça.

 

 

   Vá à praça de dia, à noite, ao pôr do sol, com chuva.  Ela vai mudando de cor.  Tire fotos de todos os ângulos, das guildas, de tudo!  É, realmente, muito bonita.

 

 

 Dentre muitos, Victor Hugo, que não tinha nada de bobo, considerava a Grote a mais bela praça do mundo.

   Todo ano par, no mês de agosto, a Grand Place é coberta com um tapete de flores que chega a ter 500 mil begônias.  Eu estive lá menos de uma semana antes do evento e não pude ver.

 

 

 

   Em uma das entradas da praça, pela Rue Charles Buls, tem uma estátua do Lord de Bruxelas, figura importante na retomada de Bruxelas dos flamengos.  Dizem que quem a tocar terá seu pedido realizado.  Vamos garantir, já que não é todo dia que alguém realiza um desejo seu de graça.

 

 

   Para chegar até a praça de transporte público, você pode usar: 

- Metrô: Estação Bourse, linhas 3 e 4.
- Bonde: Estação Bourse, linhas 31, 32 e 33.
- Ônibus: Estação Bourse, linhas 48 e 95 ou Estação Gare Centrale, linhas 38, 65, 71 e 86.

 

 

Enjoy!

 

 

 

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