Palácio da Pena - o exuberante palácio de Sintra

November 16, 2019

 

 

               Construído por D. Fernando II, o rei artista, que adquiriu, em 1838, após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834, o mosteiro que existia ali.  O palácio está construído sobre a Capela de Nossa Senhora da Pena, em um dos picos mais altos da Serra de Sintra.  Sua arquitetura mistura estilos como o neogótico, o neomanuelino, o neo-islâmico e o neo-renascentista, com outras sugestões artísticas, como a indiana.  O próprio D. Fernando projetou pessoalmente diversos elementos.

          O último rei a morar no palácio foi D. Manuel II de Portugal, que reinou de 1908 a 1910, quando foi proclamada a república.

             Não acho que Sintra seja um passeio bate-volta de Lisboa.  Há muito o que se ver e o acesso é muito, muito demorado mesmo.  Primeiro há uma fila para o ônibus que chega até o palácio ou outro ponto que você deseje visitar.  O percurso é demorado pois o palácio fica bem no alto. Caso você não tenha comprado o ticket antecipadamente, vai esperar em outra fila para comprá-lo.  Depois a fila para entrar.  Se não quiser subir a pé (é rápido mas íngreme), vai ficar na fila do ônibus (cujo ticket você deverá ter comprado junto com o ticket da visita).  Depois, amigo, achou que chegou?  Nada.  Tem fila de hora.  Claro que conheço gente que não passou por nada disso e deu a sorte de não pegar fila alguma mas é lotado boa parte do ano.  Na alta temporada é bem difícil.

 

 

          Dica mega amiga: leve casaco ou uma pashimina, mesmo no verão faz frio e deixe aquele seu tênis mega confortável para usar lá.  

 

 

O interior do palácio

 

            A entrada é pelo portão da Entrada Principal da Família Real.  Por conta da fila talvez você nem se dê conta dele. 

 

 

          Aqui você apresentará o ticket da visita.  Ele te leva até o claustro, decorado com azulejos coloridos e que faz parte do prédio original do mosteiro.

 

 

 

              Este é o último lugar da visita interna onde fotos são permitidas.  Os cômodos não podem ser fotografados.

             A partir daqui você vai seguir em fila passando por todos os cômodos do palácio.  A visita tem um percurso que deve ser obedecido.

              O acervo é bem conservado.  Há muitas peças.

            Logo no início está a sala de jantar com a mesa posta e paredes e abóbadas manuelinas revestidas com azulejos.  Ali era o refeitório do mosteiro que um dia existiu naquele local.

 

 

              Esta porta dá acesso à Torre do Relógio através de um espaço entre o claustro e o coro dos monges.  Antes era a torre sineira e, mesmo tendo se tornado uma torre de relógio, manteve os sinos.  É possível ver o lavabo da casa de banho do Veador, o secretário.

 

 

 

O Salão Nobre

 

 

 

           Na minha opinião é um dos locais mais bonitos do palácio.  Ali era o espaço de recepções de D. Fernando II e, inicialmente, era uma sala de bilhar.  Há lindos vitrais alemães, porcelanas orientais e turcos-tocheiros que devem ser apreciados, além do bonito lustre.

 

 

 

 

             Antes de terminar a visita pelo interior do palácio você poderá acessar o terraço da Rainha, essa grande varanda que tem uma bela vista do palácio.

               Daqui é possível ver a fila interminável que a gente enfrenta para poder chegar ao interior do palácio.

              Quase no final do tour pelo palácio é possível ver a coleção de vitrais do rei artista.  Uma pequena mostra do que o rei adorava está exposta.

 

 

               O último cômodo é a cozinha, que tem muitos utensílios e o aparelho de jantar usado no palácio com o brasão de Fernando II.

 

 

 

             Há outros lindos cômodos para serem apreciados.  Meus preferidos são os aposentos do rei Dom Carlos e os da rainha D. Amélia, a Sala Árabe e a capela.

             

 

Para saber sobre o fuso horário de Portugal clique aqui.

 

 

O exterior do palácio

 

 

 

 

Pórtico de Tritão

 

 

 

 

          Projetado pelo próprio D. Fernando, que o desenhou como um "Pórtico allegórico da criação do mundo".  Nele há, em relevo, uma figura de um ser híbrido, meio-peixe, meio-homem, saindo de uma concha com a cabeça coberta por cabelos que se transformam num tronco de videira cujos ramos são sustentados pela enigmática personagem, relembrando propositadamente o homem barbado da janela da sala do coro do Convento de Cristo em Tomar, transformado aqui num ser monstruoso de carácter quase demoníaco.

 

 

Acesibilidade

 

 

            O parque possui um sistema de empréstimo de cadeiras de rodas para pessoas com mobilidade reduzida mediante reserva mas no interior no palácio, infelizmente, não é possível a entrada da cadeira.  Há escadas e o espaço da passagem é por vezes apertado.  Carrinhos de bebê também deverão ficar na entrada do palácio, logo após a conferência do ticket.  Meu filho dormiu bem na chegada ao palácio e eu e meu marido tivemos que fazer um revezamento na visita.  Ficamos no hall de entrada com ele esperando o outro fazer o percurso interno.  

             Uma coisa precisa ser dita: absolutamente todas as pessoas que nos atenderam, desde a compra do ticket lá na porta, passando pela motorista do ônibus, responsáveis pela fila e conferentes de ticket foram incrivelmente educadas e solícitas.  Ficamos super bem impressionados com o tratamento que tivemos.  Elogio merecido.

 

 

Informações

Parque:

Visitação: diariamente, de 9:30h às 20h e última entrada 19h.

Palácio:
Visitação: diariamente, de 9:30h às 19h, último bilhete 18:15h e última entrada 18:30h.

Ingressos para palácio e parque: adulto (de 18  a  64 anos), 14€; jovem (de 6 a 17 anos), 12,5€; sénior (maiores de 65 anos), 12,5€; família (2 adultos + 2 jovens), 49€.

 

 

 

Enjoy!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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