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Casa de Anne Frank - O anexo secreto em Amsterdam


Muita gente, assim como eu, leu o famoso livro "Diário de Anne Frank", um dos livros mais traduzidos do mundo, quando era adolescente e sempre teve vontade de ver de perto como era tudo aquilo. Para quem ainda não conhece a história, Anne Frank foi uma menina judia, de Frankfurt, que viveu em Amsterdam e foi vítima do Holocausto, junto com sua família.

O local que visitamos hoje como a casa de Anne não era verdadeiramente a sua casa. O chamado "Anexo secreto" era a loja do pai de Anne onde a família Frank e mais quatro pessoas se esconderam dos nazistas durante seis anos, com a ajuda de três amigos que ali trabalhavam.

Eles passavam o dia em silêncio para que outros empregados da loja não percebessem que havia alguém ali. Denunciados, em 4 de agosto de 1944 o anexo foi invadido e os moradores levados para campos de concentração. Anne e sua irmã Margot morreram de tifo no início do ano seguinte. Seu pai, Otto, foi o único sobrevivente entre os moradores.

Quando foi libertado de Auschwitz, Otto retornou a Amsterdam e depois de saber que havia perdido a família, recebeu um diário escrito por Anne durante o período em que morou no anexo. Nele ela contava sobre o cotidiano das famílias, suas esperanças e seu primeiro amor.

Depois de alguns anos, parte do diário foi publicado.



O Anexo Secreto


Há dois quartos pequenos com um banheiro no primeiro andar e acima uma grande sala com uma menor ao lado. É a partir desta que você chega ao anexo através de uma escada pequena e íngreme. A porta do esconderijo foi coberta por uma estante com livros para garantir que o lugar permanecesse desconhecido.


A Sala diário


Quase no final da visita você verá o famoso diário vermelho e alguns outros cadernos escritos por Anne, como o "Livro de Citações Favoritas", onde ela copiava trechos de livros que gostava e seu "Livro de Contos", com histórias que ela criava.


O que ver de especial


Para se tornar um museu, Otto quis que o anexo permanecesse sem móveis. Desta forma você só verá os ambientes e uma foto de como ele seria quando habitado.

Mesmo assim você pode ver a parede em que Otto marcava a altura das filhas à medida que o tempo ia passando, o quarto de Anne, cheio de recortes de revista e postais que ela mais gostava, um pequeno mapa marcado com alfinetes onde a família acompanhava o avanço das tropas da Forças Aliadas e, principalmente, a estante articulada que foi colocada na parede para esconder o acesso ao anexo, que falei acima.


O museu é formado pelo edifício principal e o anexo onde ficou a família, que além da exposição, abriga um café e uma livraria. Toda a visita é audioguiada, inclusive em português. Você mesmo retira o audioguide e escolhe a língua logo na entrada. Durante o percurso, aproxime o audioguide do QR code de cada sala.

Para uma visita simples você vai demorar cerca de uma hora para percorrer os cômodos. Caso queira assistir a um vídeo no final do percurso, poderá se sentar nos bancos e assistir depoimentos sobre o holocausto, incluindo personalidades importantes do mundo e pessoas ligadas a Anne e sua família. É muito emocionante ver o pai de Anne falando. Se você for como eu, vai chorar uns litros. Foi assim quando visitei, alguns anos antes, o campo de concentração de Dachau.

A visita vale muito a pena! Difícil não se deixar levar pela aura do lugar.



Os ingressos


O ideal é que você compre a entrada on line e com muita antecedência, muita mesmo. A visita tem hora marcada e tolerância de 15 minutos no horário escolhido. Acesse www.annefrank.org/.

Caso queira arriscar, pode tentar comprar entradas para o dia, mas a fila é gigante e são vendidos apenas os ingressos que não foram vendidos no site. Vá lá bem cedo e a visita será apenas no final do dia, pois até às 15 horas só é permitida a entrada com ingresso previamente comprado.

Essa é a fachada do anexo, com a entrada para a loja de Otto Frank. Meu filho não visitou o museu. Além do acesso ser difícil, por possuir corredores e escadas muito apertadas, acho que é muito pequeno para visitar lugares com histórias tão tristes.


Caso queira visitar a casa onde ela morava antes de ir para o anexo, vá até a rua Rivierenbuurt, 37, 2º andar (metrô Waalstraat). No entorno você verá placas nas paredes das casas com os nomes dos moradores mortos no holocausto e a livraria onde o pai de Anne comprou o diário e que se chama Boekhandel Jimmink.

A Casa de Anne Frank fica a poucos metros do Homomonument. Clique aqui para saber tudo sobre o monumento.

Informações

Endereço: Prinsengracht 263-267

Trams 13, 14 and 17 e a parada mais próxima é a Westermarkt. Horário de visitação: de 1º de abril até 31 de outubro, todos os dias de 9h às 22h. De 1º de novembro até 31 de março, todos os dias de 9h às 19h e sábados até as 21h..

Entrada: adultos € 9,50, de 10 a 17 anos € 4,50 e de 0 a 9 anos grátis. Online ticket: + € 0,50.

O I Amsterdam City Card não dá desconto para a casa.

Possui fraldário.

Fotos não são permitidas.

Enjoy!

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