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Palácio da Pena - o exuberante palácio de Sintra


Construído por D. Fernando II, o rei artista, que adquiriu, em 1838, após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834, o mosteiro que existia ali. O palácio está construído sobre a Capela de Nossa Senhora da Pena, em um dos picos mais altos da Serra de Sintra. Sua arquitetura mistura estilos como o neogótico, o neomanuelino, o neo-islâmico e o neo-renascentista, com outras sugestões artísticas, como a indiana. O próprio D. Fernando projetou pessoalmente diversos elementos.

O último rei a morar no palácio foi D. Manuel II de Portugal, que reinou de 1908 a 1910, quando foi proclamada a república.

Não acho que Sintra seja um passeio bate-volta de Lisboa. Há muito o que se ver e o acesso é muito, muito demorado mesmo. Primeiro há uma fila para o ônibus que chega até o palácio ou outro ponto que você deseje visitar. O percurso é demorado pois o palácio fica bem no alto. Caso você não tenha comprado o ticket antecipadamente, vai esperar em outra fila para comprá-lo. Depois a fila para entrar. Se não quiser subir a pé (é rápido mas íngreme), vai ficar na fila do ônibus (cujo ticket você deverá ter comprado junto com o ticket da visita). Depois, amigo, achou que chegou? Nada. Tem fila de hora. Claro que conheço gente que não passou por nada disso e deu a sorte de não pegar fila alguma mas é lotado boa parte do ano. Na alta temporada é bem difícil.


Dica mega amiga: leve casaco ou uma pashimina, mesmo no verão faz frio e deixe aquele seu tênis mega confortável para usar lá.



O interior do palácio


A entrada é pelo portão da Entrada Principal da Família Real. Por conta da fila talvez você nem se dê conta dele.


Aqui você apresentará o ticket da visita. Ele te leva até o claustro, decorado com azulejos coloridos e que faz parte do prédio original do mosteiro.

Este é o último lugar da visita interna onde fotos são permitidas. Os cômodos não podem ser fotografados.

A partir daqui você vai seguir em fila passando por todos os cômodos do palácio. A visita tem um percurso que deve ser obedecido.

O acervo é bem conservado. Há muitas peças.

Logo no início está a sala de jantar com a mesa posta e paredes e abóbadas manuelinas revestidas com azulejos. Ali era o refeitório do mosteiro que um dia existiu naquele local.

Esta porta dá acesso à Torre do Relógio através de um espaço entre o claustro e o coro dos monges. Antes era a torre sineira e, mesmo tendo se tornado uma torre de relógio, manteve os sinos. É possível ver o lavabo da casa de banho do Veador, o secretário.

O Salão Nobre

Na minha opinião é um dos locais mais bonitos do palácio. Ali era o espaço de recepções de D. Fernando II e, inicialmente, era uma sala de bilhar. Há lindos vitrais alemães, porcelanas orientais e turcos-tocheiros que devem ser apreciados, além do bonito lustre.


Antes de terminar a visita pelo interior do palácio você poderá acessar o terraço da Rainha, essa grande varanda que tem uma bela vista do palácio.

Daqui é possível ver a fila interminável que a gente enfrenta para poder chegar ao interior do palácio.

Quase no final do tour pelo palácio é possível ver a coleção de vitrais do rei artista. Uma pequena mostra do que o rei adorava está exposta.



O último cômodo é a cozinha, que tem muitos utensílios e o aparelho de jantar usado no palácio com o brasão de Fernando II.



Há outros lindos cômodos para serem apreciados. Meus preferidos são os aposentos do rei Dom Carlos e os da rainha D. Amélia, a Sala Árabe e a capela.



Para saber sobre o fuso horário de Portugal clique aqui.



O exterior do palácio


Pórtico de Tritão




Projetado pelo próprio D. Fernando, que o desenhou como um "Pórtico allegórico da criação do mundo". Nele há, em relevo, uma figura de um ser híbrido, meio-peixe, meio-homem, saindo de uma concha com a cabeça coberta por cabelos que se transformam num tronco de videira cujos ramos são sustentados pela enigmática personagem, relembrando propositadamente o homem barbado da janela da sala do coro do Convento de Cristo em Tomar, transformado aqui num ser monstruoso de carácter quase demoníaco.



Acesibilidade



O parque possui um sistema de empréstimo de cadeiras de rodas para pessoas com mobilidade reduzida mediante reserva mas no interior no palácio, infelizmente, não é possível a entrada da cadeira. Há escadas e o espaço da passagem é por vezes apertado. Carrinhos de bebê também deverão ficar na entrada do palácio, logo após a conferência do ticket. Meu filho dormiu bem na chegada ao palácio e eu e meu marido tivemos que fazer um revezamento na visita. Ficamos no hall de entrada com ele esperando o outro fazer o percurso interno.

Uma coisa precisa ser dita: absolutamente todas as pessoas que nos atenderam, desde a compra do ticket lá na porta, passando pela motorista do ônibus, responsáveis pela fila e conferentes de ticket foram incrivelmente educadas e solícitas. Ficamos super bem impressionados com o tratamento que tivemos. Elogio merecido.



Informações

Parque:

Visitação: diariamente, de 9:30h às 20h e última entrada 19h.

Palácio: Visitação: diariamente, de 9:30h às 19h, último bilhete 18:15h e última entrada 18:30h.

Ingressos para palácio e parque: adulto (de 18 a 64 anos), 14€; jovem (de 6 a 17 anos), 12,5€; sénior (maiores de 65 anos), 12,5€; família (2 adultos + 2 jovens), 49€.


Enjoy!

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